Na flor da pele
Deixei plantar
Uma semente de carícia,
De tão profunda raiz.
Teve a brisa de seu beijo.
Teve o cuidado do seu abraço.
Teve o sol do seu olhar.
Teve a gota de seu suor.
Na flor da pele
Deixei crescer
Uma semente de malícia,
De tão daninha raiz.
Teve a brisa de minha dúvida
Teve o vento de meu tormento
Teve o sol da minha verdade
Teve a gota do meu prato.
Na flor da pele
Seca, sedenta, árida.
Nasceu, cresceu.
Forte e isolado
Um majestoso cactus de solidão.
segunda-feira, junho 27, 2005
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